A felicidade não se compra – Frank Capra
Se estivesse vivo, hoje seria aniversário de um dos maiores diretores de cinema de todos os tempos. Frank Capra. O mestre do otimismo completaria 115 anos, mas seu legado está impresso e eternizado na 7a. Arte. E para homenageá-lo, escrevo sobre um dos meus filmes prediletos, top 3 de todos os tempos na minha mente, alma e coração.
Literalmente “A Felicidade Não se Compra”
Depois do Crack de 29 (também conhecido como a Quebra da Bolsa de Valores de 1929 nos EUA) veio A Grande Depressão. Período marcado por esfacelamento familiar, suicídios, fome generalizada e queda vertiginosa na qualidade de vida dos americanos.
Exatamente a partir desse período um cineasta se consolidou por sua grande sensibilidade e otimismo a toda prova impresso em celulóide: Frank Capra. Vencedor de três Oscars de melhor diretor (Aconteceu Naquela Noite – 1934; O Galante Mr. Deeds – 1936 e Do Mundo Nada se Leva – 1938) ele fazia filmes para divertir, mas com mensagens que exaltavam o poder da vida e a felicidade.
Em A Felicidade Não se Compra (It´s a Wonderful Life, 1946) atinge seu ápice, combinando humanismo latente com harmonia entre felicidade individual e coletiva. Seu drama nos leva à uma jornada rumo aos sentimentos mais puros e verdadeiros existentes nos seres humanos: a solidariedade, o amor ao próximo e a própria vida.
Hoje percebo uma desumanização da sociedade, cimentada principalmente pelo consumismo e autopromoção. Sentimentos como estes sempre ficam presos no nosso peito por razões egoístas. E toda vez que assisto A Felicidade Não se Compra (e olha que não foram poucas) sinto como se eu pudesse fazer algo por alguém. Que minha vida importa sim, independente de como esteja. E mais, que o amor pode construir algo verdadeiro e maravilhoso.

Meus sentimentos soaram melosos ou perfeitos demais?
É apenas o que sinto após assisti-lo.
A história: véspera de Natal. O bom moço George Bailey (James Stewart, demais), está preste a se suicidar quando é impedido por um anjo da guarda, que tem a missão de mostrar a Bailey o que seria de sua comunidade se ele não tivesse nascido. Então…
Escolhido pelo National Board/EUA e pelo Círculo de Críticos/ESP como melhor filme do ano, foi vencedor do Globo de Ouro de melhor direção (Frank Capra), e ainda indicado à cinco Oscars: melhor filme, diretor, ator (James Stewart), edição e som. Não levou nada da Academia, mas para mim é imbatível.
A Felicidade Não se Compra está marcado no meu peito e na minha mente como um dos mais belos filmes já feitos. Para rir, chorar e se emocionar. Uma lição sincera e atemporal que guardarei para toda a vida. E como diz o título original: É uma vida maravilhosa! (E haja lágrimas).
























